PORTO GERAL & CASARIO
Descri��o: O Porto Geral hoje, recebe embarca��es
de pescadores e de pequenos comerciantes das col�nias pantaneira. Seu
casario, um dos cart�es postais da cidade, foi tombado pelo Patrim�nio
Hist�rico Nacional em 1992, ainda guarda vest�gios de um per�odo de grande
prosperidade. Os pr�dios abrigavam grandes emp�rios, 25 ag�ncias banc�rias
internacionais, curtumes e a primeira f�brica de gelo do Brasil. O pr�dio
Wanderley Ba�s & Cia, construindo em 1876 � um dos mais belos do porto e
nele funciona hoje a SEMACTUR - Secret�ria de Meio Ambiente,
Cultura e Turismo. Outro casar�o de igual valor arquitet�nico � a casa
Vasquez & Filhos, constru�da em 1909 pelo arquiteto italiano Martino Santa
Lucci. No s�c. XIX era o terceiro maior Porto da Am�rica Latina, com um
grande movimento de navios vindos de toda a Europa, abastecendo toda a
regi�o.
Apelo: Hist�rico e Arquitet�nico.
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FORTE JUNQUEIRA
Descri��o: Foi constru�do logo ap�s a Guerra do
Paraguai numa �rea privilegiada, de onde se avista o Rio Paraguai e o
Pantanal e toda a sua plenitude. Os seus doze canh�es de 75mm, foram
fabricados pela ind�stria Krupp, por volta de 1872, e nunca foram usados.
As paredes do Forte s�o de pedra calc�ria e t�m meio metro de espessura.
Est� situado hoje dentro do Quartel do 17� Batalh�o de Ca�adores. O nome
homenageia o Ministro da Guerra da �poca, Jos� de Oliveira Junqueira,
falecido em 1887.
Visita��o: 08h - 17h (inclusive aos S�bados e feriados)
Dist�ncia de Corumb�: dentro do per�metro urbano da cidade
Apelo: Monumento Hist�rico - Mirante com vista para o rio Paraguai.
Obs.: Para entrada no Forte � necess�rio autoriza��o do Ex�rcito e
voucher, adquirido na Semactur.
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CASA DO ARTES�O
Descri��o: A Casa do Artes�o de Corumb�, fundada
em 1975, funciona no pr�dio hist�rico onde funcionou a cadeia p�blica da
cidade, entre 1905 e 1970. Nele os artes�os pantaneiros exp�em suas
produ��es em couro, madeira, cer�mica, tecelagem de salsaparrilha e
trabalhos em pintura, bordado e croch�, artesanato ind�gena, al�m dos mais
deliciosos licores caseiros. As antigas celas foram transformadas em lojas
ou locais de produ��o. N�o existem registros da constru��o do pr�dio,
apenas de sua primeira restaura��o (1893).
Endere�o: Rua Dom Aquino,
Visita��o: Segunda a Sexta - 08h - 11h e 14h - 17h
S�bado - 08h - 11h
Apelo: Artesanato/Hist�rico.
ART-ZU - CASA DE ESCULTURA
Descri��o: Casa da artes� Izulina Xavier est�o
expostos seus artesanatos confeccionados em p� de pedra e concreto,
cer�mica e entalhes em madeira.
Visita��o: 08h - 11h e 13h30 - 17h
Endere�o: Rua Cuiab�,..... - Centro - Tel. 231-3115
SANTU�RIO MARIA AUXILIADORA
Descri��o: No Santu�rio se encontra uma magn�fica
escultura em madeira de lei, constru�da na d�cada de 50 pelo artista
pl�stico espanhol Burgos, amigo pessoal de Pablo Picasso, que viveu na
Cidade de Corumb� e deixou in�meras obras em madeira e gesso.
Visita��o: Segunda a Sexta - 13h - 20h
S�bado - 07h - 12h e 18h30 - 20h
Domingo - 06h30 - 08h e 16h30 - 20h30
Apelo: Arquitet�nico.
PRA�A DA INDEPEND�NCIA
Descri��o: Antigo Zool�gico da cidade. Apenas
outras tr�s pra�as (duas no Brasil e uma na Alemanha) t�m seu estilo de
constru��o. � toda murada em m�rmore com port�es de ferro. O Coreto, em
forma octogonal, foi importado da Alemanha, de onde tamb�m veio o mosaico
do cal�amento da parte externa. Quatro esculturas se destacam,
representando as Quatro Esta��es do Ano. Foram esculpidas em Pizza, em
m�rmore de Carrara, e doadas por um conde italiano que veio ca�ar no
Pantanal. As plantas nativas da regi�o, como carand�, a bocai�va, e o ip�
- roxo, integraram a diversificada arboriza��o. Os corumbaenses
reverenciam na pra�a, os her�is da Guerra do Paraguai e da 2� Guerra
Mundial. A pra�a foi inaugurada, em 1917.
Apelo: Hist�rico e Arquitet�nico.
FUNDA��O DE CULTURA DO PANTANAL
Descri��o:
Vinculada �
SEMACTUR, tem por finalidade promover e estimular o desenvolvimento das
atividades art�sticas, e outras manifesta��es de cultura da cidade. Possui
biblioteca e mant�m oficinas de arte. Funciona no antigo pr�dio do Grande
Hotel.
Visita��o: 08h30 - 11h e 12h30 - 18h
Apelo: Acervo cultural, escola de m�sica e biblioteca.
ILA
- INSTITUTO LU�S DE ALBUQUERQUE
Descri��o: Abriga o museu e duas das maiores
Bibliotecas do Estado, a Biblioteca Municipal "Lobivar de Mattos" e
Biblioteca Estadual "Gabriel Vandoni de Barros", com mais de 30 mil
volumes cada uma. O Museu conta com animais empalhados, acervo de v�rias
tribos ind�genas da regi�o, sess�es de artes pl�sticas e em artesanatos em
couro e barro, pe�as arqueol�gicas e pain�is de marcas de ferro de gado
usados nas centen�rias fazendas. Objetos pessoais dos primeiros
desbravadores do Pantanal e do Marechal C�ndido Mariano da Silva Rondon,
que cortou a regi�o com suas linhas telegr�ficas, que tamb�m est�o
expostos. O pr�dio o ILA, foi constru�do em 1922, para abrigar um grupo
escolar, foi tombado em maio de 2002 pelo IPHAN.
Visita��o: 12h - 18h
Apelo: Hist�rico e Arquitet�nico.
IGREJA NOSSA SENHORA DA CANDEL�RIA
Descri��o: Sua constru��o, em 1885, foi causa de
uma grande pol�mica na �poca. Julgando-se um her�i da Guerra do Paraguai,
ao sobreviver das torturas e das persegui��es impostas pelos paraguaios, o
pregador imperial e vig�rio da vara, Frei Mariano de Bagnaia, mandou
erguer a igreja em sua homenagem. O bispado n�o concordou e o frei teria
jogado uma praga na cidade. Diz a lenda que Corumb� n�o se desenvolveria
enquanto n�o fossem descobertas as sand�lias de Mariano, enterradas em
local desconhecido. Coincid�ncia ou n�o, a cidade sofre uma estagna��o
econ�mica desde o fim do com�rcio fluvial. A Igreja foi inaugurada em
1887, com solenidade do ritual romano. Um Bras�o da Coroa Portuguesa se
destaca em seu altar.
Visita��o: Segunda a S�bado - 7h30 - 11h30 e 13h30 - 17h
Apelo: Hist�rico.
PRA�A DA REP�BLICA
Descri��o: No s�culo XIX, a pra�a foi uma
fortifica��o militar, com capela e resid�ncia das 200 "almas" que
habitavam a ent�o Vila de Nossa Senhora da Concei��o de Albuquerque
(primeira denomina��o de Corumb�). Palco da batalha final, da retomada do
lugarejo, contra tropas paraguaias, funcionou tamb�m como uma freguesia
antes de ser constru�da, em 1924.
Apelo: Hist�rico.
RUA DELAMARE
Descri��o: Rua que leva o nome e homenageia o
Almirante Delamare, que foi quem quem mandou elaborar o primeiro projeto
urbano da cidade. Faz parte do entorno tombado pelo IPHAN.
Apelo: Hist�rico.
LADEIRA CUNHA E CRUZ
Descri��o: Conhecida tamb�m, como "Ladeira da
Candel�ria", � um dos principais acessos ao Porto Geral e ao Rio Paraguai.
Sua denomina��o homenageia um capit�o da tropa brasileira que derrotou os
paraguaios na retomada de Corumb�. No local, travou-se a sangrenta batalha
de 13 de Junho de 1867. Pela Ladeira, descem as prociss�es de S�o Jo�o
para banhar a imagem do Santo no rio. � uma dos pontos altos das
comemora��es juninas na regi�o.
Apelo: Hist�rico.
ESCADINHA DA XV
Descri��o: Com 126 degraus, � um dos acessos da
parte alta da cidade ao Porto Geral. Foi constru�da em 1923 e acaba de ser
restaurada pela Prefeitura, que construiu um p�rtico de orienta��o
tur�stica. Fica situada no cruzamento da avenida General Rondon com a
Quinze de Novembro. Da avenida, com suas palmeiras imperiais, choperias ,
restaurantes e boates, o mirante constru�do ao lado da escadinha
proporciona uma vista bel�ssima do Rio Paraguai.
Apelo: Hist�rico.
LADEIRA JOS� BONIF�CIO
Descri��o: Ladeira Jos� Bonif�cio
Constru�da em 1922, tamb�m liga o centro da cidade ao Porto Geral. Nela se
localiza um dos mais grandiosos s�mbolos da Corumb� antiga, a Casa Vasquez
& Filhos.
Apelo: Hist�rico.
CASA DE "MASSABARRO"
Descri��o: � uma entidade criada h� 20 anos para
incentivar a arte em cer�mica. Seus grandes artistas s�o crian�as e
adolescentes que recriam a fauna e a flora pantaneira com riquezas de
detalhes e cores atrav�s da argila. Os jovens artes�os foram descobertos
em 1991 pelo carnavalesco Jo�osinho Trinta, que por duas vezes, levou-os
para o Rio de Janeiro, para decorarem as alegorias das escolas de samba
Beija - Flor e Viradouro. O artesanato ali produzido � conhecido em toda a
Europa. Uma das obras que mais impressiona � a imagem de S�o Francisco
estilizada em cascas de �rvores nativas.
Visita��o: Segunda a Sexta - 08h - 11h30 e 13h30 - 17h30
S�bado - 08h - 11h
Apelo: Artesanato.
PARQUE MARINA GATTASS
Descri��o: � a maior �rea de lazer da cidade ,
que est� pr�xima da fronteira com a Bol�via. S�o 06 hectares arborizados,
com muita sombra e gramado, considerados intoc�veis. Descobriu-se ali um
importante s�tio arqueol�gico. Constru�do em 1991, em pedra calc�ria, o
Parque � um lugar m�stico e proporciona uma vista maravilhosa da Ba�a do
Tamengo, um grande lago que se formou entre Puerto Suarez e Corumb�.
Apelo: Lazer e contempla��o
FEIRA DE ARTESANATO
Descri��o: a Feira de Artesanato de Corumb�, que
conseguiu reunir todas as express�es art�sticas locais em um mesmo ponto,
contribuindo para a divulga��o da arte e da cultura regionais. A Feira
acontece todas as sextas-feiras, na a partir das 18:00 horas.
Localiza��o: Rua Ant�nio Maria com a Av. General Rondon
Visita��o: Sexta-feira a partir das 18h.
ESCOLA ESTADUAL DR. JO�O LEITE DE BARROS
Descri��o: Escola projetada por Oscar Niemeyer.
Com in�cio em 21 de Setembro de 1954 durante o governo de Fernando Correa
da Costa. Conserva suas caracter�sticas e arquitetura inicial.
Visita��o: 07h - 12h e 13h - 17h
Apelo: Arquitet�nico.
APAE
Descri��o: Era antigamente a Alf�ndega de
Corumb�, constru�do por Martino Santa Lucci, s�culo XVIII.
Visita��o: 07h - 11h e 13h - 17h
Apelo: Hist�rico e Arquitet�nico.
Atrativos fora do per�metro urbano:
MACI�O DO URUCUM
Descri��o: As minas, descobertas em 1870, pelo
Bar�o de Vila Maria, est�o entre as grandes jazidas de ferro e mangan�s do
mundo, com uma reserva estimada em 100 milh�es de toneladas, explor�veis
nos pr�ximos 200 anos. Seu ponto culminante, � o morro situado a 27 Km do
centro da cidade, de onde se avista o Pantanal em toda sua plenitude, tem
1050 m de altura. A gruta dos Belgas e as galerias subterr�neas podem ser
visitadas com autoriza��o previa.
Apelo: Tur�stico.
FORTE COIMBRA
Descri��o:
Apelo: Monumento Hist�rico
Atividades Locais: Contempla��o de fauna e flora, museu hist�rico e
a Gruta Ricardo Franco.
Dist�ncia de Corumb�: Aproximadamente 65 km de estrada at� Porto
Morrinho e mais 2 horas de voadeira (lancha r�pida) pelo rio Paraguai
Caracter�sticas relevantes:
- Patrim�nio Hist�rico.
- Percurso pelo rio Paraguai, oferece belas paisagens com possibilidade de
observa��o da natureza (aves, fauna, flora).
- Vista panor�mica no Forte para as fronteiras da Bol�via e Paraguai.
Visita��o: Pode ser visitado o ano todo
Paisagem C�nica: Rio Paraguai, antiga ponte ferrovi�ria da
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, sobre o Rio Paraguai, vista para os
morros do Conselho e da Marinha.
Obs.: Para entrada no Forte � necess�rio autoriza��o do Ex�rcito e
voucher, adquirido na Semactur.
ESTRADA PARQUE
Descri��o:
Distante menos de 15 km do centro da cidade encontra-se a fronteira
com o vizinho pa�s, a principal atrativo s�o as compras em Puerto Quijarro
e Puerto Suarez.
Apelo: Tur�stico.
�� Estrada Parque Pantanal
Sul
A "Estrada Parque Pantanal Sul" foi
criada em 1993, atrav�s de um decreto estadual, que considera a estrada
"�rea de Especial Interesse Tur�stico". Esta denomina��o encerra a��es que
visam conservar os patrim�nios hist�ricos, natural e cultural locais,
associadas a atividades econ�mica, social e ambientalmente vi�veis e
sustent�veis.
As rodovias MS - 184 e MS - 228, que constituem a
Estrada Parque (EP), foram inicialmente implantadas como parte da rota de
liga��o rodovi�ria entre Corumb� e a fronteira Brasil/Bol�via, com a
Capital do Estado e da� para o resto do pa�s. Denominada anteriormente de
Estrada da Integra��o, pois promovia a liga��o do interior do Pantanal com
Corumb� e o acesso a Campo Grande, hoje as rodovias ainda se apresentam
como a �nica liga��o da Cidade Branca com as fazendas do Pantanal.
O tra�ado original seguiu em grande extens�o a rota
tra�ada no inicio do s�culo pelo marechal C�ndido Mariano Rondon, quando
implantava suas linhas de tel�grafo. At� hoje, ainda � poss�vel observar
resqu�cios da linha de tel�grafo ao longo da EP, como a casa constru�da no
Porto da Manga, e alguns postes remanescentes na beira da estrada. A casa
erguida pelo Marechal Rondon, foi inaugurada em agosto de 1903, ap�s
v�rios meses de constru��o, incluindo 45 dias de viagem fluvial de todo o
madeiramento da casa, que foi trazido da regi�o de C�ceres (MT), atrav�s
do Rio Paraguai. A constru��o apresenta detalhes interessantes, como o
beiral decorado do telhado, a altura em que foi constru�da, e o estilo da
casa, surpreendente para a �poca e principalmente para o local em que est�
situada.
As rodovias foram constru�das sobre aterros, com altura
variando de 1 a 3 metros, para garantir condi��es de tr�fego cont�nuo.
Este objetivo, todavia, n�o foi totalmente alcan�ado pois as grandes
cheias acabam p�r inundar a estrada em v�rios pontos, interrompendo o
tr�fego. A obra teve inicio em 19XX e a estrada foi inaugurada EM 19XX.
P�r longos anos, a liga��o entre o extremo oeste de Mato grosso do Sul e a
Capital, se deu atrav�s desta rota.
� atrav�s da Estrada Parque que ocorre o escoamento de
toda produ��o pecu�ria das fazendas pantaneiras. Nos dias de leil�o de
gado, o tr�fego de caminh�es boiadeiros � muito intenso, sendo comum se
observar at� 200 ve�culos. Outra forma de movimenta��o da animais
pecu�rios pela Estrada Parque s�o as "comitivas", t�o comuns no passado em
todo Brasil, hoje em dia restritas �s regi�es mais remotas.
Um atrativo � parte, as "comitivas" s�o comboios
compostos p�r v�rios vaqueiros que com muita habilidade, conduzem o gado
atrav�s da plan�cie pantaneira, em viagens que podem durar de v�rias horas
at� muitos dias.
Com um conhecimento profundo dos caminhos a seguir, as
comitivas atravessam at� as regi�es mais selvagens, onde qualquer pessoa
se perderia com facilidade, devido a aus�ncia de refer�ncias geogr�ficas
para orienta��o. Esses comboios sempre possuem cozinheiro que, via de
regra, viaja um pouco a frente, parando em pontos estrat�gicos, para
esperar os companheiros com as refei��es prontas, de modo a perderem o
m�nimo de tempo com estas tarefas. Quando cruzar uma "comitiva",
aproveite, fotografe e observe esta aut�ntica express�o da cultura
pantaneira.
Outra caracter�stica marcante da EP s�o as pontes,
constru�das em madeira. Em alguns pontos, como no C�rrego do Sar� e no Rio
Miranda, essas pontes apresentam uma interessante estrutura em tesouras
que vale a pena ser observada. S�o em n�mero de 82 ao longo de toda
extens�o da EP. Atualmente algumas se encontram em mal estado de
conserva��o, mas todas guardam a hist�ria da Estrada da Integra��o em suas
pranchas e pregos.
Geologia
Saindo de Corumb�, em dire��o ao Porto da Manga, a EP atravessa algumas
faixas diferentes e interessantes de solo, que s�o facilmente
identific�veis at� p�los leigos.
Os primeiros 2.000m correm sobre um solo calc�reo, de
colora��o clara que vai at� quase a entrada da Banda Alta. Este trecho �
facilmente reconhec�vel, pois apresenta um colora��o esbranqui�ada em toda
sua extens�o. Interessante, Corumb� � conhecida como Cidade Branca,
justamente p�r estar assentada sobre solo calc�rio (branco).
Em seguida, aproximado da morraria do Urucum, a estrada
corre sobre um longo leito ferroso, de colora��o fortemente avermelhada,
que se estende da regi�o da Banda Alta, at� o outro lado da serra, j�
adentrado a plan�cie pantaneira, pr�ximo � bifurca��o de sa�da para
Albuquerque. Este trecho se apresenta como uma estrada vermelha, repleta
de cascalho solto, que exige per�cia e sorte do motorista, pois as pedras
s�o cortantes e pneu furado aqui � lugar comum. Note-se que, nos primeiros
2000m do solo ferroso, na lateral da estrada, existem in�meras �rvores de
siriguela, fruta rica em vitamina C, que na primavera - ver�o oferecem uma
atra��o a parte para quem gosta da fruta, tanto visitantes como animais
silvestres.
O trecho compreendido entre a sa�da de Albuquerque e o
rio Paraguai, atravessa uma �rea de Pantanal de alta inunda��o, sob
influ�ncia direta do pr�prio rio. H� a presen�a constante de �gua ao redor
da estrada, na forma de ba�as, corixos e vazantes. Estes ambientes s�o
ricos em vida selvagem tanto animal como vegetal, aproveite!
Ap�s o rio Paraguai, a estrada entra num solo arenoso,
t�pico do Pantanal da Nhecol�ndia, e que se estende at� a margem direita
do rio Miranda, j� quase chegando no Buraco das Piranhas (encontrando com
a BR 262). Neste trecho a EP atravessa os rios Negro e Abobral, al�m de
v�rios corixos, alguns tempor�rios e outros perenes. O sistema de drenagem
natural desta �rea � complexo e a paisagem pode se modificar
sensivelmente, em pouco tempo, dependendo da quantidade de �gua que esteja
chegando ou saindo da �rea. � interessante notar como esta regi�o � plana,
e quase n�o h� ponto de refer�ncia geogr�fica, como morros ou eleva��es.
Vegeta��o
A vegeta��o ao longo da EP apresenta elementos muito
interessantes que devem ser observados. Logo na entrada, nos primeiros
2km, sentido Corumb� - Porto da Manga, estrada atravessa um corredor de
Aroeiras que cresceram na faixa de dom�nio, devido a abund�ncia desta
nobre esp�cie na regi�o e, principalmente, ao fato de que nessa faixa os
brotos n�o foram comidos pelo gado.
Na regi�o da Banda Alta, as �rvores de Siringuela est�o
presentes em grande n�mero na beira da estrada, dando frutos saud�veis e
saborosos entre os meses de novembro e janeiro.
Aproximando-se do maci�o do Urucum, a vegeta��o se transforma em uma mata
semi - dec�dua (que parte das folhas na seca) de porte mais elevado e mais
densa. Na subida da serra, observam-se at� elementos de mata atl�ntica,
com �rvores altas e consider�vel presen�a de esp�cies nobres, como a
Aroeira, Peroba e Angico.
Ainda nessa regi�o, atravessando a morraria, o
observador mais atento vai notar entre os meses de maio e julho, os Ip�s
Roxos (Tabebuia sp.), localmente conhecidos como Pi�vas, pintando a
morraria com sua cor marcante. As Pi�vas tamb�m est�o presentes, numa
grande concentra��o, na regi�o logo ap�s o trevo de Albuquerque. Aqui,
estas �rvores formam um corredor, que a estrada atravessa entre o trevo e
a primeira ponte. Na �poca de flora��o o espet�culo que se v� �
inesquec�vel.
Seguindo adiante, logo ap�s a concentra��o de Pi�vas, a
EP atravessa um mosaico de ambientes encharcados, repletos de esp�cies as
mais variadas, e que em qualquer �poca do ano exibem um outro espet�culo
floral.
At� a altura da terceira ponte, sobre o c�rrego do
are�o, a EP corta cole��es mono espec�ficas singulares. O Cambar� � uma
esp�cie arb�reas que floresce entre os meses de junho e setembro,
colorindo o ambiente com seu amarelo marcante. De folhas mi�das e de um
verde cintilante, esta esp�cie aparece em abund�ncia ao longo da EP neste
trecho.
Fauna terrestre
Uma das maiores atra��es da EP � a facilidade de se
observar v�rios elementos da fauna terrestre pantaneira, em seu habitat
original. Como a EP atravessa diferentes pantanais, com caracter�sticas
variadas, a fauna ao longo da EP tamb�m � bastante e rica.
O primeiro trecho, entre o lampi�o acesso e o inicio da
subida da serra, � margeado p�r pastos e v�rias constru��es. Neste
percurso, a observa��o de fauna � mais dif�cil pois a presen�a humana �
intensa e tende a afugentar os animais.
Logo ap�s este trecho, j� na subida da serra, a vegeta��o de entorno se
transforma em um complexo de matas semi - dec�duas, onde a observa��o de
primatas como o Bugio (Alouata sp) e o macaco prego se torna mais f�cil.
Procurando, pode-se encontrar grandes bandos de macacos, forrageando ou se
movimentando pelas copas das �rvores. Aves tamb�m s�o constantes nesta
faixa, e encontrar tucanos, papagaios, maritacas, gralhas, ara�aris s�
depende de calma e aten��o.
Logo que a EP inicia seu percurso em solo pantaneiro,
ap�s a descida da serra, as chances de observa��o de aves aumentam
consideravelmente. Tuiui�s, gar�as, soc�s, cabe�as secas e bigu�s come�am
a aparecer e compor um mosaico de seres alados com os can�rios, cardeais,
bem-te-vis, Jo�o de barros, cardeais, e in�meras outras esp�cies.
Animais selvagens s�o abundantes no Pantanal, e ao longo
da EP pode-se observar v�rias esp�cies.
No trecho de morraria, a observa��o de macacos, roedores silvestres
(cutias e pacas) e porcos do mato (queixadas e caititus) � poss�vel,
todavia dif�cil.
O trecho compreendido entre o trevo de Albuquerque e o
Porto da Manga, oferece boas condi��es de observa��es de capivaras,
jacar�s e at� animais mais raros como as iraras, as lontras e at�
tamandu�s e on�as pardas. Na ponte do c�rrego Sar� � poss�vel, com alguma
sorte, contemplar as lontras nadando e se alimentando a vontade. Lontras
s�o animais raros de se observar. Mutuns, arancu�s e jacutingas, aves
raras da fauna brasileira, tamb�m podem ser visualizadas com certa
facilidade neste trecho.
Ap�s a travessia da balsa, no Porto da Manga, rumo a
Curva do Leque, a EP atravessa uma regi�o extremamente rica em capivaras e
jacar�s. � comum observar estes animais no meio da pista, bem como uma
enorme quantidade deles ao lado e ao longo da estrada. Dirigir com cuidado
e devagar neste trecho � a regra. Cervos do Pantanal tamb�m s�o muito
comuns nesta �rea, e o observador mais atento vai encontrar v�rios
indiv�duos no trecho balsa-Curva do Leque. Os cervos s�o os maiores veados
existentes no Brasil, e o Pantanal abriga a maior popula��o selvagem
destes bel�ssimos animais. Calmos e curiosos, os cervos deixar�o se
fotografar de perto, se o observador agir com o devido respeito e
tranq�ilidade.
Ainda no trecho balsa-Curva do Leque, � poss�vel
encontrar algum grupo de ariranhas pois na regi�o oferece condi��es ideais
para esta esp�cie. Ariranhas s�o animais que vivem sempre pr�ximos a
corpos d� �guas, e quando em atividade, perfazem um espet�culo �nico e
belo para se contemplar.
Emas s�o habitantes desta �rea e na �poca da seca � poss�vel observar
grupos pr�ximos � EP, as vezes at� caminhando na pista.
O trecho que vai da Curva do Leque ao Buraco das
Piranhas, atravessa uma �rea de alta inunda��o sob influ�ncia dos rios
Negros, Abobral e Miranda. Aqui, a presen�a de aves semi aqu�ticas, como o
tuiui�, as gar�as e v�rios outros � muito comum. Araras, tucanos,
papagaios, maritacas e periquitos s�o muito abundantes. Capivaras, jacar�s
e at� lontras e iraras s�o comumente observados neste trecho.
Observe as �rvores atentamente, a� se movimenta in�meras
esp�cies de rara beleza como os tucanos, que proliferam nesta regi�o, as
araras, coloridas e gritantes, gavi�es de diferentes esp�cies, e toda
sorte de aves semi aqu�ticas como as gar�as, tuiui�s, bugias, biguatingas,
manguris, cabe�as secas e o car�o com seu canto triste.
Ictiofauna
O Pantanal possui 263 esp�cies de peixes identificadas.
Ao longo da EP � poss�vel observar uma grande variedade delas nos corpos
d'�gua acess�veis.
Na �poca de cheia, geralmente entre fevereiro e junho,
as �guas tendem a ser mais limpas e a observa��o dos peixes mais f�cil. No
momento, observar peixes nunca � tarefa f�cil, pois eles evitam a presen�a
humana sempre que notam.
No per�odo seco, as �guas podem se apresentar mais turvas,
impossibilitando a visualiza��o dos peixes.
Para o visitante mais interessante no mundo dos peixes,
a Emprapa-Pantanal publicou um livro "Peixes do Pantanal", um manual de
identifica��o completo de todas as esp�cies. Para se observar peixes ao
longo da EP, a melhor estrat�gia � parar perto das in�meras pontes e
procur�-los nos corpos d'�gua. Esta tarefa deve ser executada o mais
silenciosamente poss�vel, pois peixes s�o ariscos e v�o fugir ao menor
sinal de perigo.
Pescar nas pontes da EP raramente traz bons resultados.
Parar e observar somente, garante divers�o e a conserva��o da natureza,
al�m da probabilidade, cada vez maior, da presen�a de peixes nestes
locais. Procure, encontre, observe e fotografe. A natureza agradece!
Passeios e atividades especiais:
LAD�RIO
Descri��o: Distante apenas 6 km de Corumb�, a
cidade de Lad�rio tem de 15 mil habitantes e abriga a maior base fluvial
da Am�rica Latina, instalada em 1872. O Portal de entrada para o 6�
Distrito Naval da Marinha � chamado de Arco do Triunfo do Pantanal, por
sua semelhan�a com monumento parisiense. A igreja da cidade abriga uma
imagem de Nossa Senhora dos Rem�dios, cuja �nica r�plica no Brasil se
encontra em uma capela na ilha de Fernando de Noronha.
Apelo: Hist�rico.
FRONTEIRA COM A BOL�VIA
Descri��o: Distante menos de 15 km do centro da
cidade encontra-se a fronteira com o vizinho pa�s, a principal atrativo
s�o as compras em Puerto Quijarro e Puerto Suarez.
Apelo: Turismo e compras.
PESCARIA NO RIO PARAGUAI (PANTANAL)
Descri��o:
Distante menos de
15 km do centro da cidade encontra-se a fronteira com o vizinho pa�s, a
principal atrativo s�o as compras em Puerto Quijarro e Puerto Suarez.
Apelo: Tur�stico.